Por Clarice Peres

Image_Web_July 31_Kids_Doodle_MorguefileVivemos em um tempo de grandes transformações, que incluem uma rápida globalização em uma sociedade cada vez mais sofisticada, quantidades crescentes de informação, a hegemonia cada vez maior da ciência e da tecnologia e um encontro de culturas. Estas mudanças exigem novas maneiras de pensar e aprender na escola, nos negócios e nas diferentes profissões e, em definitiva, na vida. Desenvolver habilidades para o domínio das principais áreas de conhecimento é uma questão básica para todos nós.

E ainda mais importante para aqueles que têm o diagnóstico de TDA-H, um transtorno neurobiológico, de caráter genético onde o entorno também conta muito na hora de reagir frente aos desafios do dia a dia. O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, caracterizado principalmente pela impulsividade, falta de atenção e excesso de atividade motora e uma desordem cognitiva; afeta diretamente a aprendizagem.

Nos últimos anos, profissionais da área, buscamos desenvolver novas formas para os estudantes enfrentarem as tarefas escolares de formas mais efetiva. Estes enfoques incluem alunos mais autônomos, ativos e criativos, e ao professor um papel mais complexo que já não se limita a ser um transmissor de conhecimentos.

As estratégias de aprendizagem ocupam um lugar importante nesta nova forma de entender a educação. São atividades mentais que facilitam e aperfeiçoam a aprendizagem. Planos de ação organizados que buscam lograr êxito rápido e efetivo. O estudo e ensino de estratégias de aprendizagem põem em destaque a responsabilidade do aluno na sua aprendizagem, em “aprender a aprender”.

Infelizmente, essas descobertas educativas estão longe de ser realidade generalizada em nossas aulas. A maioria das crianças têm seus processos cognitivos desaproveitados, por não exercitá-los. Esta falta de treinamento em estratégias de aprendizagem traz um descenso qualitativo e quantitativo direto nos resultados acadêmicos de nossos filhos, já se tratando de uma simples tarefa doméstica ou uma desafiante ação profissional. A planificação pode ser uma boa estratégia motivadora para que possam decidir o melhor caminho para chegar aos objetivos que eles mesmos se marquem, ou o que o dia a dia lhes impõem como desafio.

Mapas Conceituais

Um mapa conceitual é uma forma de organizar graficamente a informação que os alunos estão manejando. É especialmente útil para estudar livros de texto ou apontes com certa complexidade, já sejam de historia, ciências, literatura etc.

 Como se faz?

  1. Fazemos uma primeira leitura general do texto para entender seu significado global.

     Podemos ir sublinhando as ideais que parecem mais importantes.

  1. Em uma segunda leitura, se vão colocando os conceitos no mapa, dentro de caixas ou globos.
  2. Os conceitos que estão relacionados se unem com flechas.
  3. Sobre as flechas se escreve a relação que há entre os conceitos
    mapa

Tapar – Escrever – Comprovar

 É uma estratégia muito simples para memorizar qualquer tipo de conteúdo.

Em concreto, vemos como podemos utilizar para memorizar uma lista de vocabulário.

Como se faz?

  1. Repetir durante um par de minutos a lista de palavras que queremos aprender
  2. Tapar a lista e tenta reproduzir no papel.
  3. Comprovar os erros e as palavras que faltaram por aprender e tentar memoriza-las, durante uno o dos minutos.
  4. Repetir o processo até haver memorizado todas as palavras.

As estratégias de aprendizagem devem ser sempre flexíveis em sua aplicação e adaptadas a tarefa que se está realizando. Com a prática, o aluno vai comprovando que as estratégias que acabamos de explicar se pode utilizar em situações diversas, e que pode variar os passos segundo suas preferências, características do trabalho e de sua organização pessoal.

*Dra. Clarice Peres tem PhD em Psicologia e Educação pela Universidade de Vigo/Espanha. Atualmente (*2015) ela vive em Los Angeles e trabalha no Departamento de Psiquiatria da UCLA. Ela e’ autora do livro TDA-H (Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) da Teoria à Prática: Manual de Estratégias no Ambito Familiar, Escolar e da Saúde (Ed. WAK/Rio de Janeiro/Brasil) – www.clariceperes.net

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