Por Lívia C. Neves

A palavra que traduz o carioca é felicidade. Estar no Rio é se apaixonar por ele, pela garota que passa a caminho do mar. Sentir o Rio é tomar um chopp gelado na beira da praia, ter o Redentor como referência e bússola, torcer no Maracanã e sambar na Sapucaí. A nossa paixão começa pelos ares. Sou suspeita para falar de minha “Cidade Maravilhosa”.

Carioca com muito orgulho, essa cidade me fascina, me seduz cada dia mais, e a saudade se multiplica por estar longe. “Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara, este samba é só porque, Rio eu gosto de você, a morena vai sambar…” de Tom Jobim a Vinícius de Moraes, de Cinelândia ao Arpoador, de Mangueira ao Pão-de-Açúcar, de Copacabana ao Dois Irmãos.

Encravada entre a montanha e o mar, o Rio de Janeiro é uma cidade incomum por sua geografia, e é seguramente o ponto do território brasileiro mais conhecido em todo o mundo. Mesmo quem tem apenas um mínimo de conhecimento sobre o Brasil, ao ouvir falar do país associa-o automaticamente à “cidade maravilhosa”.

“O Rio é uma explosão geral de alegria carioca”

A capital do estado do Rio de Janeiro reúne belezas naturais que vão das praias que recortam sua costa, como as do Arpoador, Ipanema e Copacabana, a morros que marcam sua paisagem, como o Corcovado e o Pão de Açúcar. Ipanema e Leblon são, hoje, sinônimo de glamour, charme e vida noturna. São bairros para serem percorridos a pé, quando se poderá ter uma ideia clara do dia a dia do carioca que mora num bairro eternizado por Tom Jobim e Vinícius de Morais.

A avenida Vieira Souto e a Casa de Cultura Laura Alvim são sinônimo de arte e cultura. No Arpoador se encontra o parque Garota de Ipanema onde, aos domingos, são comuns shows gratuitos, e, na praia, ponto de reunião de surfistas, atraídos por ondas de desenho perfeito.

Na praia do Leme e Copacabana você encontra uma ciclovia de 4.150 metros, praticantes de futevôlei, vôlei de praia e peteca. Além de aulas de ioga e taichi grátis para a comunidade, e de frente para o mar! Na praia de São Conrado você pode apreciar os praticantes de voo livre em asas deltas ou parapentes, ou se quiser se atrever, poderá chegar até a Pedra da Gávea para esse momento de pura beleza e adrenalina.

Viagem & Lazer

No Rio fica a maior floresta urbana do mundo, a da Tijuca, inteiramente reflorestada na segunda metade do século XIX. A paisagem é cinematográfica, cenário de muitos filmes e canções, é puro deleite vista de um avião. Ao aterrissar, as curvas quase femininas da Baía de Guanabara contornam o aterro e contemplam o Pão-de-Açúcar. Não existe trajeto melhor para chegar à cidade.

O Rio de Janeiro é ainda um dos principais centros irradiadores de cultura nacional, berço de gêneros musicais como o Chorinho, o Samba e a Bossa Nova. O jeito alegre e comunicativo do carioca é atribuído à poesia que brota nas esquinas e o florescimento das artes, é privilegiada natureza geográfica dessa cidade maravilhosa.

E quem quiser conhecer detalhes da cultura indígena, a população original do Brasil, deve reservar um tempo para visitar o Museu do Índio, em Botafogo. O Museu além de vestimentas, utensílios, armas e duas casas indígenas autênticas, conta com um rico acervo de fotos e documentos que registra a história desta população tão reduzida. Os interessados em peças artesanais podem visitar o Museu do Folclore Edson Carneiro, vizinho ao Museu da República, no bairro do Catete – antigo palácio do governo quando o Rio foi capital da República.

Ao lado da “cidade cartão postal” no entanto, convive uma outra cidade: a dos morros cariocas, onde despontam favelas e pobreza – mas onde também encontram-se raízes da maior manifestação popular do país, o carnaval, festa que mistura ricos, pobres e todas as etnias numa mesma avenida.

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