Por Laís Oliveira

As origens são diferentes e a história por trás da festa também, mas o carnaval e o halloween têm em comum algumas características marcantes: diversão, folia e fantasias. Anualmente realizadas em diversos países, ambas atraem milhões de pessoas que adoram curtir, pular, dançar e brincar de ser outra pessoa por trás das máscaras e fantasias – muitas vezes irreverentes, que representam a alegria da data.

Apesar da tradição não ter surgido nos Estados Unidos, é na terra do Tio Sam que mais se comemora o halloween no mundo. Sua origem se deu num antigo ritual dos celtas, um povo que habitou a Grã-Bretanha e a França antes da era cristã. A data simbolizava o fim da colheita e a chegada do Ano-Novo celta, inaugurado pelo inverno, “a estação da escuridão e do frio”.

Nesta data, os celtas celebravam a “Festa do Sol”. Havia a lenda de que durante aquela noite fantasmas, demônios e fadas ficavam à solta. Isso originou a tradição das fantasias assustadoras: os celtas vestiam peles e cabeças de animais abatidos para o inverno. Ofereciam leite e comida (hoje substituídos por doces) para acalmar os espíritos e acendiam fogueiras para espantá-los.

O espírito macabro deu espaço à alegria e a diversão em se fantasiar e se tornar o personagem que der na telha. O que vale é a criatividade e o entusiasmo. No dia de holloween, dia 31 de Outubro, as crianças vão de porta em porta e repetem a famosa frase: “Trick or Treat?”, adultos decoram suas casas com temas assustadores, e os adultos mais animados vão a festas fantasiados ou ate mesmo, vão trabalhar com aval do chefe, no clima conforme manda o figurino das tradições de holloween na America.

Já o carnaval é uma festa popular de características regionais próprias, mas que quase sempre incluem folias, bailes, música e, assim como o halloween, diversão e fantasias. Apesar de ser chamado de brasileiro, o carnaval tem raízes europeias. Da Roma Antiga, vem à tradição de festejar nas ruas: as Saturnais eram comemoradas pelos escravos, que pediam dias mais quentes ao deus Saturno.

Os foliões sempre eram o ponto forte da festa, marcados por excessos desde sua origem, eles escapavam das punições usando disfarces. Até a elite entrou no clima: na Itália do século XV, mascarados da nobreza escondiam a identidade, se juntavam a pessoas de classes mais pobres e caiam na gandaia dos bailes da corte.

Antigamente, o uso de máscaras e perucas era um dos pontos fortes da festa e atraía muita gente. Hoje, uma das principais atrações do carnaval é o clima de folia de rua que une diferentes públicos como em Salvador e Recife/Olinda, e o colorido e criatividade das fantasias como no Rio de Janeiro.

O estilo das fantasias também mudou através dos anos, afinal o carnaval se contextualizou. A liberdade, a globalização e a mistura de culturas trouxeram temas mundiais para o cenário carnavalesco, como máscaras ou fantasias de Obama, Bin Laden, Lula, jogadores de futebol, e personagens de sucesso do cinema entre outros. A criatividade e a improvisação também se tornaram mais comuns e substituíram os antigos, ritualistas e detalhados preparativos com as fantasias. Os rituais carnavalescos são mais comuns em quem faz parte de escolas de samba que são famosas por fazer desfiles elaborados e bem trabalhados, muito comuns em alguns estados do Brasil.

Comemorar ou brincar o halloween ou o carnaval, ontem e hoje, é deixar-se levar pela música, pelas cores, pelo ritmo de festa e pela alegria. É deixar a rotina de lado e se jogar na folia. É vestir-se de forma alegre, diferente, criativa ou bizarra e gaiata; é mascarar-se para surpreender e provocar risos, é reunir-se com pessoas queridas para dançar e aproveitar os dias de festa sem vergonha de ser feliz.