Um prédio de 24 andares desabou durante um incêndio de grandes proporções no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (01). O edifício, que já foi sede da Polícia Federal e pertence à União, estava ocupado por cerca de 150 famílias de um movimento de moradia, conforme informações da prefeitura.

As chamas começaram durante a madrugada e o fogo se espalhou rapidamente pelos andares, gerando cenas impressionantes, com imensas labaredas subindo. Alguns edifícios do entorno foram esvaziados e a Defesa Civil avalia possíveis danos. Cerca de 160 agentes do Corpo de Bombeiro permanecem na região, que está isolada, para a busca por possíveis vítimas.

O edifício está ocupado há seis anos, com apoio de um grupo chamado MLSM. As famílias que ali moravam pagavam uma mensalidade de R$400,00 para ocupar um quarto, ratear as despesas e e utilizar as áreas comuns, prática recorrente nas ocupações.

Segundo comerciantes do entorno, antes de a construção ruir, algumas pessoas pediam socorro no último andar. As chamas começaram no quinto andar, se alastrando rapidamente para os níveis superiores. Ao todo, 160 militares atuam no combate ao incêndio e no resgate das vítimas.

Há uma preocupação desta cena se repetir futuramente, pois existem 70 edifícios em São Paulo nessa situação, e outras 200 áreas ocupadas, de acordo com o prefeito Bruno Covas. Só nos edifícios, estariam 4.000 famílias carentes que apelam para esta solução em busca de moradia. Ainda segundo Covas, já teriam havido seis reuniões com as famílias daquele edifício para negociar sua retirada.

Ainda não há confirmação de mortos ou feridos do incêndio e desabamento desta madrugada. A Defesa Civil Estadual está no local e realiza cadastramento de todas as famílias que poderiam estar no prédio no momento do incêndio. A Polícia Militar e a Companhia de Engenharia de Tráfego foram acionadas e auxiliam os trabalhos na região. Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estão de prontidão para atender as vítimas.

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