Por Lindenberg Junior

diabetes-777002_960_720O número é assustador. 24 milhões de norte-americanos possuem diabetes, ou 8% da população (dados de 2014). Outros 54 milhões têm pré-diabetes, somando pouco mais de ¼ das pessoas que vivem nos Estados Unidos, apresentando problemas no metabolismo glicêmico. Em relação aos dados anteriores, de 2005, houve um aumento de 4 milhões de casoscom a prevalência da doença passando de 7% para 8% da população. E o pior é que 25% não sabem.

Uma surpreendente quantidade de norte-americanos, incluindo jovens e aparentemente saudáveis, tem altos níveis de açúcar no sangue. Os sintomas podem ser tão sutis, ou não estar presentes, que muitos não podem detectar o mal, ocasionando um risco maior de problemas cardíacos e outros sérios problemas de saúde. Estudos recentes da Organização Panamericana de Saúde mostram que a diabetes contribui com mais de 45.000 mortes na América Latina.

Mas a OMS afirma que essa cifra é baixa e que o estudo não é completo. Se contar o número de casos não reportados, essa cifra possivelmente alcançaria os 300.000. No caso latino, parte do problema se deve à maneira de pensar sobre a comida na cultura desses povos, e obviamente isto inclui o Brasil. Muitas vezes as pessoas associam os “cheinhos” ou “quase gordos” erroneamente a pessoas saudáveis, principalmente em relação às crianças. Com isto, uma alimentação desregrada e cheia de açúcar refinado escondida em alimentos como mingaus, sucos de caixa, bolachas, achocolatados, entre outros, aumenta os riscos da criança se tornar obesa e, ainda, desenvolver diabetes ainda na infância.

Nos EUA existem parques e lugares diversos para se realizar atividades físicas, principalmente em áreas urbanas. Mas  os pais não acham seguros e o resultado são os filhos permanecerem em casa vendo televisão ou jogando video game ao invés de gastar energia de forma saudável e manter o corpo em movimento, o que auxilia no combate a diversas doenças. Já no caso dos adultos, a tecnologia e o conforto ajudam a algumas pessoas se tornarem mais sedentárias. E a atividade física contribui substancialmente para evitar a diabetes em qualquer idade.

A melhor forma de evitar a diabetes é exatamente promovendo uma eficiente prevenção, a detecção e o diagnóstico na sua “pré-fase”. Aproximadamente 18 milhões de pessoas vivendo nos EUA padecem de diabetes seja do tipo 1, o tipo em que o pâncreas não produz suficiente insulina (hormônio que regulariza o açúcar no sangue), o do tipo 2, que é uma situação muito mais comum, e que se desenvolve com o passar dos tempos na medida que o organismo não pode utilizar com eficácia a insulina para manter esses níveis de açúcar normal. E o número de pessoas com pré-diabetes, que são fortíssimos candidatos a terem diabetes tipo 2, é assustador.

A maioria destes que apresentam pré-diabetes desconhece o fato que possuem os níveis de açúcar mais alto do que o normal. E aí é onde mora o perigo. Se pelo menos durante essa fase nos conscientizarmos e começarmos a mudar um pouco nossos hábitos, evitamos que em 3, 4 ou 5 anos nos tornemos diabéticos.

Os 7 Passos Importantes para Evitar Diabetes:

• Baixe e Mantenha Seu Peso Certo de Acordo Com Sua Estrutura/Peso
• Exercite-se Regularmente
• Pare de Fumar
• Diminua o açúcar refinado
• Fique de Olho Nos Carboidratos
• Manere no Álcool
• Fique Atento a Seus Níveis de Açúcar com Exames Regulares

Formas Naturais Para Reduzir o Risco de Diabetes:

sugar-1068288_960_720• Um estudo do Beltsville Human Nutrition Research center, em Maryland, EUA, chegou à conclusão que adicionar uma meia colherinha de canela em sua comida ou suco diariamente por 40 dias, ajuda a controlar a glicose (açúcar no sangue), o colesterol e os triglicerídeos (graxas no sangue) melhorando a capacidade da insulina levar a glicose às células que necessitam.

• A Escola de Harvard de Saúde Pública, também nos EUA, depois de 18 anos de estudos, constatou que mulheres que inseriram maiores quantidades de magnésio em suas dietas reduziram o risco de adquirir a doença. Esse mineral é encontrado em grãos integrais, nozes e vegetais de folhas verdes.

• Uma pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no ano de 2004, concluiu que a casca do maracujá tem um alto teor da fibra denominada PECTINA, e que de fato reduz as taxas de colesterol, e principalmente os níveis de açúcar no sangue.

Lembre-se: Quando você toma controle dos seus níveis de açúcar no sangue, você toma controle dos:

Nível de Energia
Seu Humor
Seu Peso
Sua Capacidade Mental
Seu Apetite

*Para mais informações sobre diabetes visite www.diabetes.org/resourceguide

Facebook Comments

Share This