Um palestrante brasileiro foi preso na última semana de março sob a acusação de cometer estupro em terceiro grau – quando a vítima não está em condições de resistir ou de entender a natureza do ato sexual. O caso ocorreu em fevereiro deste ano, em Nova Orleans, Louisiana.

O suspeito é o jurista Rafael Schincariol, de 34 anos,que palestrou na Universidade de Tulane poucas horas antes de ter cometido o crime. A versão da vítima registrada pela polícia é de que o suspeito, que mora em Washington, foi jantar com ela e duas outras amigas. Ela diz que não conhecia o brasileiro, mas aceitou ser sua anfitriã aquele dia como um favor para seu orientador na universidade. O grupo foi a um restaurante e depois a outros quatro bares, onde a vítima, que é estudante, diz ter ingerido bebida alcoólica.

Quando decidiu ir embora, ela percebeu que estava bêbada demais para dirigir. Então, Rafael Schincariol se ofereceu para levá-la para casa. A estudante lembra vagamente que, por volta das 2h30, mandou uma mensagem de texto para o namorado, que trabalhava no momento, informando que o palestrante lhe oferecera uma carona para casa e que depois ele deveria agradecer Rafael pelo gesto.

Depois disso, as últimas coisas que a vítima lembra são de estar sentindo muita dor ao ser estuprada por Rafael e dos gritos do namorado ao presenciar a cena. Em depoimento à polícia, o namorado da estudante disse que, ao ver a cena, expulsou o agressor para fora da sua residência e constatou que a namorada estava muito aturdida. Ele disse que a namorada relatou estar bêbada e sentindo muita dor.

A pena para esse crime é de até 25 anos de prisão. O suspeito pagou uma fiança de US$ 25 mil e teve permissão para deixar o estado da Louisiana. Ele deve se reapresentar novamente a um tribunal em 27 de abril, segundo reportagem do jornal local “The Times-Picayune”.

O brasileiro vive na capital americana, onde trabalha para a Comissão de Direitos Humanos da Organização de Estados Americanos (OEA), segundo informações do site da Universidade Tulane. O “Times-Picayune” tentou ouvir o advogado do brasileiro e a universidade, mas não quiseram comentar.

 

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