Para as pessoas de qualquer lugar do mundo que querem viver nos Estados Unidos de forma permanente e querem ter a liberdade de se ausentar do país pelo tempo que quiser sem ter que notificar as autoridades da imigração americana, a cidadania é a melhor opção.

Em 2018, milhares de pessoas que estavam na fila para obter a cidadania norte-americana finalmente foram declaradas cidadãs naturalizadas. A celebração aconteceu em setembro, período no qual os americanos homenageiam a Constituição do país. “A Constituição desempenha um papel essencial na vida de todos os americanos, mas especialmente para aqueles que são americanos por opção”, afirmou L. Francis Cissna, diretor de Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA. “Ela não apenas estabelece o Estado de Direito, mas também cria a estrutura para o sistema de imigração legal que existe hoje, capacitando os imigrantes a se tornarem cidadãos.”

As cerimônias que oficializaram a naturalização de 45 mil imigrantes de todo o mundo ocorreram em famosos locais dos EUA, como a Administração Nacional de Arquivos e Registros em Washington e o Parque Nacional de Yellowstone, em Wyoming. Aconteram também em bibliotecas, faculdades e museus de diversas cidades em todo o país.

De acordo com dados recentes, a cada ano, entre 700 mil e 780 mil pessoas se tornam cidadãs dos Estados Unidos. Em 2016 e 2017 houve um aumento de 25% no número de solicitações de cidadania e em 2018 os Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA estão prontos para concluir mais de 829 mil. Entre 2013 e 2018, 91% das pessoas que solicitaram cidadania foram aprovadas.

O Dia da Constituição e o Dia da Cidadania são ambos comemorados em 17 de setembro, data esta na qual delegados da Convenção Constitucional se reuniram pela última vez em 1787 para promulgar o documento que haviam criado.

O resultado das recentes eleições americanas, no último dia 6 de novembro, que elegeu novos governadores, deputados e senadores, além de outros cargos como Sheriff de condados, teve forte influências do resultado dessa naturalização. Muitos latinos que podiam se naturalizar para poder votar se tornaram cidadãos que desejam mudanças e vão lutar por isso.

Os democratas (liberais), por exemplo, voltaram a ter maioria na câmara de deputados e devem dar dor de cabeça ao presidente Trump. Antes os republicanos (conservadores) dominavam câmara e senado. Continuam com maioria no senado, mas a diferença diminuiu e perderam na câmara. Em contrapartida, os democratas ganharam eleições, em alguns casos, em estados tradicionalmente conservadores como o Texas e a Flórida.

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