Por Lygya Maya

Pense bem: elas podem começar guerra e podem começar amor. Elas podem nos deixar doentes e também nos ajudar a se manter saudáveis. E a nossa história é a história de nossas emoções, como também a nossa história pessoal! Normalmente a gente fala sobre como nos sentimos, mas nunca falamos sobre esse assunto importante em profundidade e da maneira que devíamos.

Eu não sei nada que seja mais importante na vida do que a maneira que nos sentimos. Não é interessante como nós não valorizamos coisas importantes na nossa vida todo dia? A emoção é a energia da vida. Como tudo que é energético, deve fluir exatamente como a luz e a eletricidade. Se não deixarmos, pode eventualmente explodir de alguma maneira.

Apesar de a natureza ter sido criada para nos ajudar, alguns de nós controlamos essa ferramenta maravilhosa, bloqueando essa carga até a morte. O Dicionário de Inglês da Oxford define a palavra “emoção” como qualquer agitação ou distúrbio da mente, sentimento, paixão; qualquer estado mental excitante. Alguns teóricos chamam a palavra de termo; outros dizem que denota pensamentos diferentes, estados biológicos ou psicológicos e uma gama de propensões a agir.

A palavra “emoção” vem do verbo latino “mover” com o prefixo “e” para conotar “se mudar”. Eu prefiro simplificar a definição em uma palavra, dizendo que é “energia”.  Nós somos feitos de energia e também de emoções. “A emoção é a energia que nos guia para fazer tudo e o nosso mais poderoso recurso energético”.

Emoção produz movimento e movimento produz emoção. Elas são vitais à nossa existência e nós não podemos nos deixar afastar delas. Existem literalmente milhões de pessoas por aí afora que se sentem mortas por dentro, literalmente com medo de sentir qualquer coisa por medo de se machucar novamente, de alguma maneira.

Na maioria dos casos, esse medo é devido a coisas que aconteceram na nossa vida enquanto estávamos crescendo. Algumas vezes é um medo existencial, causado simplesmente pelo fato de que ninguém realmente sabe as respostas do porquê de estarmos aqui.

Por que nascemos nas famílias em que nascemos? Por que moramos na cidade que moramos, com as pessoas com quem estamos envolvidos ou nas circunstâncias em que nos encontramos. Está na hora de nos deixarmos sentir o que devemos sentir – a nossa linda variedade de emoções.

É uma ótima experiência se nos deixarmos que elas sejam abertas; sempre lembrando que medo é o oposto de fé. Aonde nossa fé é forte, não há espaço para o medo em nossa vida, então, nesse processo de aprendizado, nos aprendemos a aceitar e honrar nossas emoções do modo correto. É bom aprendemos a deixar nossas emoções brilhar como o brilho das estrelas, com o propósito de jogar nossa energia positiva para o Universo e para o nosso nível mais profundo de consciência.

A maioria das pessoas prefere tentar se desapegar de suas emoções e ignorá-las completamente. (Você sabe o que a palavra “tentar” significa? Significa nem lá, nem aqui – só no meio. Isso não é um lugar para se estar. Ou fazemos ou não fazemos!). Essa tentativa de desapego resulta no desenvolvimento de bloqueios físicos e emocionais. Literalmente causa doença.

A própria palavra “doença”, em inglês “disease”, é formada por duas partes: “dis” e “ease” – literalmente significando falta de facilidade. É exatamente o que acontece quando ficamos doentes. A parte do corpo que está doente está em falta com a força da vida universal, causada pelo nosso bloqueio ou por não estarmos atentos as nossa emoções, e por negarmos permitir que essa força de vida universal flua livremente por todas as partes do nosso corpo. Algumas das doenças mais comuns ligadas a esse processo são as dores nas costas, no ombro e no pescoço, dor na mandíbula, dores de cabeça, alergias, asma, depressão, fobias, fatiga crônica, e até câncer.

Um bom exercício é escrever sobre a emoção que te dá mais problema – a que seja a mais difícil de aguentar, por qualquer razão. Você já se sentiu controlado pelas suas emoções ao invés de permitir que se expressem facilmente? O que quer que seja – raiva, medo, desejo, felicidade ou ódio – escreva, mas com uma explicação. Depois de escrever, procure pelas raízes na sua infância. Mergulhe nisso com honestidade brutal, para o seu próprio bem.

Descubra porque você continua se sentindo do jeito que se sente, uma vez atrás da outra durante a sua vida, e traga aquele mesmo sentimento para o presente. Analise e sinta aquela emoção com intenção total – não economize nada. Se você quiser gritar, o faça! Se você quer chorar – vá em frente! Se você quer agir de forma selvagem, aja! Permita a si mesmo “sentir” profundamente pela primeira vez, sem o mínimo controle. Você já notou que suas emoções mais “perturbantes” são como uma faca de dois gumes? Elas podem trabalhar pra você ou contra você, elas podem ser o seu melhor sonho ou o seu pior pesadelo.

Veja quantos de vocês podem se relacionar com isso: Você acha alguém que acha que possa querer estar em um relacionamento; o que não é uma coisa estranha em tese, certo? Querer estar num relacionamento com outra pessoa é uma necessidade básica humana, certo? Mas como que muitos de nós na verdade nos sentimos suar frio só da possibilidade de ligar para aquela pessoa, tentando falar do como nos sentimos? Quantos de nós criamos nosso próprio mundo nas nossas cabeças, projetando o pior final possível, antes de qualquer coisa acontecer? A maioria de nós seres humanos sentimos isso. De repente, no espaço de alguns segundos, nos transformamos em Steven Spielberg. Criamos cenários, escolhemos os atores, dirigimos, produzimos e depois filmamos o filme – e o pior – acreditamos! Nós vemos esse filme de faz-de-conta passando pelas nossas cabeças e achamos que é real.

Eu conhecia um homem solitário; o tipo de cara que poderia ver uma mulher atraente do outro lado da rua esperando pelo ônibus, e antes mesmo dele dizer “Olá”, em sua cabeça se passam 30 anos de casamento, e que acabou mal. Isso é chamado de projeção, e é o que tendemos a fazer. É mesmo tudo por causa de medo. Nós projetamos um final que é baseado em medo, e não em realidade, porque nós temos medo de sentir nossas verdadeiras emoções. A coisa engraçada é que, até que aprendamos como nos apropriar de nossas próprias emoções e da força que vem com elas, isso continua a acontecer pela nossa vida, não importa o quanto envelhecemos. Nós praticamos os mesmos erros uma vez atrás da outra. Existe essa grande definição da palavra “insanidade” que eu amo. Diz, “Insanidade é continuar fazendo as mesmas coisas uma vez atrás da outra, sempre esperando resultados diferentes”.

Quantos de nós podemos nos relacionar com isso? Nós achamos certos padrões nas nossas vidas que parecem recorrer uma vez atrás da outra e pensamos conosco mesmos: “Como isso pode estar acontecendo comigo de novo? Qual o problema comigo? Eu nunca vou aprender?” Para se poder quebrar os padrões, nos precisamos aprender sobre nossas emoções e como aguentá-las afim de que nos apropriemos delas as usando como guias, como ferramentas – não da maneira contraria. Para se poder mudar o resultado dos acontecimentos nós temos que mudar o que fazemos, e essas mudanças são aterrorizantes para muitas pessoas – tão aterrorizante quanto sentir essas próprias emoções. Apenas lembre-se, se você continuar fazendo o que sempre fez você continuará recebendo o que sempre recebeu. Portanto, minhas palavras finais são: Mudar é crítico. Reconhecer é sábio. Sentir é estar vivo.

* Lygya Maya é uma curadora intuitiva, terapeuta certificada com especialização em hipnose, mestre de Reiki e Karuna Ki, além de praticante de NLP e xamanismo. Sua jornada em cura energética tem a levado a viajar ao redor do mundo como o Havaí, Coréia e Egito entre outros países.  www.lygyamaya.com

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