Dezenas de milhares de pessoas em várias cidades norte-americanas neste domingo (11) em defesa dos direitos da população LGBT, em um dos maiores protestos realizados nos Estados Unidos desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo. A marcha foi realizada na véspera do primeiro aniversário do tiroteio em uma boate gay da Flórida, a Pulse, onde morreram 49 pessoas.

A celebração do Orgulho Gay nos EUA fez um retorno a suas origens na década de 70. Em Los Angeles, dezenas de milhares marcharam em roupas e bandeiras com as cores do arco-íris, transformando a parada em uma “Marcha da resistência” contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O “L.A Pride” mudou o foco e nessa oportunidade deixou de ser uma grande festa com carros alegóricos e milhares de pessoas participando, em um formato ao bom estilo “carnavalesco” brasileiro, para se transformar em uma marcha de protesto e consciência pelos diretos humanos e o respeito pelas pessoas LGBT. Depois da Suprema Corte legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo a nível nacional em 2015, algumas boas vitórias foram conquistadas através de uma luta contínua pela igualdade de direitos.

A caminhada de cerca de 5 quilômetros  começou em Hollywood e terminou com uma cerimônia envolvendo Nancy Pelosi, líder democrata da Câmara dos Representantes, o prefeito Eric Garcetti e o ícone nacional, também conhecido internacionalmente, o drag queen RuPaul.

“Somos pessoas”, disse Mary Demasters, 29 e que usava uma capa com as cores do arco-íris em seus ombros. “Nós merecemos ser tratados como pessoas, todos, independentemente das nossas diferenças”.

“Este não foi um ano para desfiles. Este foi o ano para tomar as ruas e marchar”, disse Stephen Macias, porta-voz dos organizadores, referindo-se à onda de protestos no país desde Trump venceu a eleição presidencial em novembro. “A marcha continua a ser uma celebração da nossa comunidade, mas também de reconhecer o clima em que vivemos e o delicado equilíbrio que é no que diz respeito aos direitos civis”, disse ele.

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