Neste quinta-feira, 11 de outubro, é comemorado o Dia Internacional da Menina pela ONU, e a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, aproveitou a oportunidade para lançar uma iniciativa global de suporte à educação de meninas no mundo. Trata-se da campanha Global Girls Alliance que visa promover o acesso das adolescentes de várias regiões do mundo à educação.

A proposta é criar uma rede para ligar apoiadores e investidores a comunidades e cidades nas quais há meninas fora da escola. E, que assim, pode trabalhar para que elas recebam bolsas de estudos, programas de orientação e até ajuda financeira para estudar.

A Global Girls Alliance também tem como objetivo mobilizar pessoas nos EUA e em outras partes do mundo, incentivando-as a apoiar o programa que fará doações através de um levantamento de fundos do GoFundMe.

Em todo o mundo, milhões de meninas enfrentam dificuldades que as impedem de ter acesso à educação e entrada no mercado de trabalho. Elas têm menos acesso às tecnologias de informação, à comunicação e outros recursos, como internet, o que ajuda a aumentar a desigualdade de gêneros no mundo.

De acordo com pesquisas recentes, só neste ano, 12 milhões de meninas menores de 18 anos vão se casar por motivos diferentes, desde a pressão familiar dentro da cultura de determinados países, entre outros, e 21 milhões, entre 15 e os 19 anos, ficarão grávidas em regiões do mundo pobres ou em desenvolvimento.

Segundo Michelle Obama, houve um “processo rigoroso” de seleção de locais onde seria importante investimento para garantir o acesso das garotas à educação. “Fizemos uma parceria com a plataforma GoFundMe e vamos criar uma plataforma para que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, possa dar apoio à educação de meninas de vários países”, diz Michelle.

Em artigo publicado nesta quinta-feira na CNN, Michelle conta que a ideia da iniciativa surgiu em sua última viagem ao exterior como primeira-dama. Na ocasião, ela visitou uma escola em Unification Town, localizada em uma pequena vila a uma hora de Monróvia, capital da Libéria, na África Ocidental. “Estive em uma sala de aula onde a única luz que vinha era do exterior. À medida que o tempo foi se fechando e as nuvens se acumulando, a sala inteira escureceu e eu tive dificuldade de ver os rostos de quem estava bem à minha frente”.

Com a Global Girls Alliance, Michelle quer garantir que garotas como as que conheceu, e tantas outras que vivem a mesma situação no mundo, não precisem desistir dos estudos por imposições alheias. “A evidência é clara. As meninas que frequentam a escola ganham salários mais altos, têm menores taxas de mortalidade materna e menor probabilidade de contrair malária e HIV. E estudos mostraram que educar meninas não é bom apenas para as meninas, é bom para todos nós”.

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