O ataque de um atirador a uma escola secundária de Parkland, no condado de Broward, no sul da Flórida, deixou pelo menos 17 mortos na tarde desta quarta-feira (14/02), segundo as autoridades locais. Nikolas Cruz, norte-americano de 19 anos, era membro de um grupo supremacista branco conhecido como República da Flórida e participou de treinamentos paramilitares. A informação foi dada por Jordan Jereb, líder da milícia.

Logo após o ataque, o jovem atirador tentou fugir, mas foi preso. O que se descobriu sobre Nikolas surpreendeu o país: ele enfrenta 17 acusações de homicídio em razão do tiroteio em massa, o 18º registrado nos Estados Unidos desde o começo do ano e o mais violento desde o ocorrido na escola primária de Sandy Hook em 2012 (26 mortos, entre adultos e crianças).

Em suas redes sociais, Cruz possui diversos conteúdos sobre armas e expressava vontade de atirar em pessoas e policiais. No Youtube, policiais encontraram comentários como “Eu quero atirar em pessoas com minha AR-15 (um rifle civil)” e “Eu vou matar policiais um dia, eles vão atrás de pessoas boas”.

De acordo com o jornal The York Post, Cruz afirmava que o tiroteio era uma “terapia grupal”. Na maioria das fotos, o jovem usava uma camiseta preta para cobrir parte do rosto. O suspeito também possui um histórico escolar péssimo e já havia sido expulso da Marjory Stoneman Douglas High School por razões disciplinares.

O massacre aconteceu na quarta-feira (14) à tarde, na Marjory Stoneman Douglas High School, uma escola de ensino médio na cidade de Parkland, condado de Broward, ao norte de Miami. Dezessete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Este se torou um dos dez tiroteios em massa mais mortíferos da história moderna dos Estados Unidos.

Junto a Nikolas foi aprendida uma metralhadora AR-15 com diversos cartuchos de munição. O AR-15 é uma versão civil do rifle militar M-16, que pode ser obtida legalmente em diversos estados americanos.

Facebook Comments

Share This