american-923875_960_720Na quinta-feira, 17 de novembro, a cidade de Los Angeles, por meio do presidente do conselho da cidade, Heber Wessen, em conferência de imprensa, lançou o movimento “Defensor do Imigrante” que defenderá os imigrantes ilegais contra qualquer tipo de ação por parte do governo federal que visar deportá-los.

A cidade prepara estratégias para evitar que 20% de sua população seja afetada com a nova política de imigração, já que os dados apontam para cada cinco residentes da cidade, tem-se um imigrante ilegal.

O conselheiro Wesson expôs a preocupação do conselho municipal por prever que, com a deportação, algumas famílias serão separadas e, como consequência, também, os fundos do governo federal poderiam ser cortados caso a cidade não colabore com o governo federal.

“É nossa responsabilidade proteger e melhorar a qualidade de vida de todos os residentes sem se importar com sua nacionalidade, grupo étnico, idioma, gênero, estado civil ou imigratório”, disse o presidente do conselho da cidade.

O político ainda lembrou que entre as estratégias que serão traçadas está a criação de uma secretaria municipal para assuntos de imigração. “Precisamos educar e preparar parte da população para saber quais são nossos direitos e deveres, assim como lembrar dos nossos valores”.

Wesson propõe a criação da figura do “advogado imigrante”, uma nova posição no governo local que iria trabalhar em conjunto com a prefeitura para os assuntos relacionados à imigração, e se juntar a um comitê para desenvolver planos e estratégia para esta área.

Os funcionários municipais querem identificar quais são os fundos federais que a cidade está recebendo e como afetaria a população caso a administração Trump retenha esses recursos. Também será analisado como as leis municipais e estaduais entrarão em conflito com as possíveis mudanças a nível federal. A cidade estaria criando estratégias conjuntas com distritos escolares e agências estaduais que visam proteger os residentes em risco de deportação.

 

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