Foto: ANSA / Ansa – Brasil

Após completar três semanas da primeira explosão, o vulcão Kilauea do Havaí entrou outra vez em erupção entre a terça-feira (22) e a quarta (23) assustando a população e ameaçando agora uma usina geotérmica que fornece 25% da energia da ilha.

Nesta quarta-feira (23) houve mais uma erupção “explosiva” e sua lava derretida invadiu a usina geotérmica de Puna, obrigando o fechamento dos dutos. De acordo com a imprensa local, cerca de 10 poços precisaram ser resfriados com água para conter a pressão do vapor vulcânico. No entanto, o governador do Havaí, David Ige, afirmou que, até o momento, todos os poços permanecem estáveis e os possíveis vazamentos de gases tóxicos estão sendo monitorados.

As autoridades informaram que caso ocorra um aumento nos níveis de gases tóxicos será necessário evacuar a região. Inaugurada em 1989, a usina está desativa desde o dia 3 de maio, quando ocorreu a erupção do Kilauea. O local gera cerca de 38 MW de energia, o equivalente a um quarto da demanda diária da ilha.

Na última segunda-feira (21), as autoridades alertaram para o perigo da “nuvem tóxica” depois que a lava do Kilauea entrou em contato com o Oceano Pacífico, o que é potencialmente prejudicial caso atinja novas áreas habitadas. Desde o início do mês, pelo menos 50 imóveis foram destruídos pela lava do vulcão e duas mil pessoas foram evacuadas. Até agora, há o registro de apenas uma vítima, que foi hospitalizada após entrar em contato com lava.

O vulcão Kilauea entrou em erupção pela primeira vez no último dia 3 de maio após vários dias de registros de terremotos de magnitude 5 graus na região. Este vulcão está situado no sudeste da ilha de Havaí, que no seu extremo sudeste é a maior do arquipélago e na qual vivem cerca de 185.000 pessoas.