Donald Trump declarou oficialmente neste domingo (05) estado de emergência na Califórnia devido aos incêndios que atingem a região e ordenou que verbas federais sejam disponibilizadas para ajudar nos esforços de recuperação em áreas atingidas.

Milhares de moradores já tiveram que deixar suas casas desde o início dos incêndios. Só no condado de Mendocino, quase 16 mil pessoas já abandonaram seus lares. Além disso, mais de cem casas foram destruídas. Milhares de bombeiros trabalham exaustivamente com auxílio de tanques com água na tentativa de conter as chamas.

Até agora, cerca de 15 pessoas morreram nos dois incêndios mais importantes da temporada, o Carr e o Mendocino. Quanto ao poder destrutivo, o Carr já é considerado o sexto mais devastador da Califórnia nos últimos anos, e fez sua sétima vítima neste domingo (05), um trabalhador de manutenção de linhas elétricas. O fogo, localizado 322 quilômetros ao norte de San Francisco, continua crescendo, informou a agência de incêndios CalFire.

O incêndio Carr destruiu 62.534 hectares desde 23 de julho, quando as autoridades reportaram uma “falha mecânica em um veículo”, que provocou a liberação de centelhas no terreno muito seco e ativou as chamas. O fogo consumiu mais de 1.600 edifícios, incluindo mil residências. Mais de 4.200 bombeiros combatem as chamas, mas até agora só conseguiram contê-las em 41%.

Ambas as áreas agora permanecem sob um “alerta de bandeira vermelha” emitido pelo Serviço Meteorológico Nacional indicada quando há ventos fortes, umidade relativa baixa e temperaturas que excedem 32 graus Celsius, todas as condições que podem impulsionar o crescimento de incêndios florestais.

Autoridades disseram que outros 16 grandes incêndios continuam em todo o estado, no que o governador Jerry Brown descreveu no sábado como o “novo normal” já que a situação tem sido corriqueira anualmente no verão.