O tema “imigração” nos Estados Unidos está há alguns anos em evidência e antes mesmo de Donald Trump ser presidente, ainda como candidato, tem sido um tema que gera polêmica e controvérsias.  A entrada de estrangeiros com intenção de residir e trabalhar alterou a demografia do país e deixou suas marcas a partir de 1965 quando, o então presidente, Lyndon Johnson, assinou o “Immigration and Nationality Act – INC” no dia 5 de outubro desse respectivo ano.

Foi um marco na ampliação dos direitos civis e da diversidade e que trouxe oportunidades para muitos estrangeiros não europeus. Em 1965, a quantidade de estrangeiros era de aproximadamente 9,6 milhões e 50 anos depois (2015) passou a ser de aproximadamente 45 milhões, de acordo com o instituto Pew Research Center.  Esses imigrantes representam atualmente (2018) cerca de 14% da população dos Estados Unidos.

O Pew Research Center projetou que se as tendências de imigração continuarem como estão, até 2065, os EUA terão 78 milhões de imigrantes. No entanto, o instituto observa que a imigração oriunda de algumas partes do planeta está diminuindo, em particular a mexicana, nacionalidade que contribuiu significativamente para a alta imigração latina dos últimos anos.

Mesmo assim, futuros imigrantes e seus descendentes continuarão impulsionando o crescimento da população nos Estados Unidos. Estima-se que eles representarão 88% do aumento da população norte-americana, ou seja, uma adição de 103 milhões de pessoas que fará com que a população do país atinja mais de 440 milhões na próxima década (a partir de 2025).

Ate 2015, os novos imigrantes, seus filhos e netos adicionaram 72 milhões de pessoas à população dos Estados Unidos, que cresceu de 193 milhões em 1965 para 324 milhões em 2015. A presença latina como maior grupo minoritário do País – cerca de 54 milhões de pessoas – pode ser atribuída em grande parte à lei de imigração de 1965.

O grupo de latinos, como parcela da população que reside nos EUA, aumentou de 4% em 1965 para 18% em 2015. De acordo com a análise do Pew Research Center, sem a lei de 1965, a composição racial e étnica do país seria 75% branca, 14% negra, 8% hispânica e menos de 1% asiática. Em contra partida, a situação atual mostra que 51% dos imigrantes são da América Latina e 25% são da Ásia.

Ainda segundo o instituto, em 2055 nenhum grupo racial ou étnico será maioria na população dos EUA. Já em 2065, os hispânicos serão 24% da população e os asiáticos, 14% (superando o numero de Afro-Americanos).  O Pew Research Center ainda estima que em 2065 o país verá outra mudança na sua composição racial e étnica por causa da desaceleração da imigração oriunda da América Latina, especialmente do México. Nos últimos anos, a partir de 2015, a imigração de mexicanos vem sendo a menor desde 1965. O próximo grupo em evidencia será o de imigrantes asiáticos, cuja parcela na população total imigrante deverá ser de 38% em 2065.

Uma realidade, que foi usada como referência nessa pesquisa do Pew Research Center, é que existem outras diferenças entre os imigrantes de “hoje” e os de “ontem”. Por mais surpreendente que pareça, aqueles que chegam hoje têm nível educacional maior em comparação àqueles que chegaram nos anos 7,0 por exemplo.  Aproximadamente 41% dos imigrantes atuais têm pelo menos um diploma de bacharel. Já nos 70’s, apenas 20% tinham esse nível de educação. No entanto, 28% dos que chegam hoje são pobres, comparados a 18% dos que chegavam nos 70’s.

A realidade atual é que o tema imigração passou a ser um gancho ou alavanca para muitos políticos, incluindo candidatos à presidência da república e governadores, e mesmo prefeitos, em cidades com alto índice de imigrantes, como Los Angeles, San Diego, Nova York, Miami, Chicago, Boston e Las Vegas. Independente da política, a realidade é que em estados como a Califórnia, que tem a maior economia americana (e a sexta do mundo se fosse independente), os imigrantes foram e continuam movendo a economia do estado, e ajudando-o a prosperar.

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