Por Sandra Lobo | Colaboração: Rita Silva e Paula Ramos

Para algumas culturas, o excesso de pelos na região pubiana sempre foi considerado um pecado estético. Por exemplo, na Sibéria, por volta de 1800, a mulher que não eliminasse seus pelos púbicos era considerada possuída pelo demônio. Já no Japão, a falta de pelos pubianos era uma prova de esterilidade e também um motivo para se terminar um casamento.

Controvérsias à parte, coube aos artistas a popularização do que poderíamos chamar de “zona erógena” feminina. Desde a antiga Grécia, os artistas têm pintado ou esculpido nus femininos, mostrando ao mundo, e de maneira bastante realista, que os pelos pubianos também poderiam ser motivo de encantamento e arte. Como exemplo, podemos citar Gustave Courbet com L ‘Origine du Monde; Albrecht Durer, com Eve; ou Modigliani com seu Nude. Todas, pinturas espetaculares mostrando nus frontais femininos. Claro que, na época, pouco ou nada se falava sobre métodos depilatórios, apesar de que, desde os tempos da vaidosa Cleópatra, as mulheres costumavam depilar a região da virilha com uma cera feita de mel e limão.

Hoje em dia, depilar a região púbica tornou-se não somente uma questão estética, mas também uma questão de higiene. Mas, houve uma época em que as mulheres, mais precisamente nos anos 70, se renderam e deixaram a depilação de lado. A moda era longos pelos nas axilas, virilha, pernas. Hoje, para nós um tanto quanto estranho. Para elas, na época, um símbolo marcante de rebeldia.

E no quesito depilação e estética, o Brasil é realmente um país pioneiro. País tropical, ou melhor dizendo “Tropicaliente”, onde as mulheres costumam usar e ousar com biquínis e lingeries mais cavadas, a região da virilha recebe uma atenção toda especial. Como consequência, foram criadas as mais diversas técnicas de depilação como cera fria, quente, cremes e também a descoloração da região, conhecido como Banho-de-Lua.

Claro que existem outras técnicas extremamente modernas, como a depilação a laser, mas o método mais usado é mesmo a depilação com cera quente, que, no Brasil, já e um hábito incorporado a rotina das mulheres que procuram evitar a gilete. Isso porque o corte com a gilete faz com que os pelos cresçam mais fortes. Já a depilação com cera, que elimina os pelos na raiz, faz com que cresçam cada vez mais fracos, deixando-os macios e suaves ao toque.

Saindo na frente na questão depilação, as brasileiras já inventaram a calcinha descartável, tanto para deixar a cliente mais à vontade como também para evitar sujar a lingerie com restos de cera. Isso sem falar na última novidade, que são os adesivos com os mais diversos formatos como flor ou estrela, que a esteticista usa como molde para desenhar a região da púbis.

E, falando em depilação, não poderíamos deixar de citaras J.Sisters. Sete irmãs brasileiras radicadas em Nova York desde 1987, que introduziram o Brasilian Bikini Wax Em 1994, fazendo o mair sucesso e atendendo celebridades Naomi Campbell, Vanessa Willians e Sandra Bullock. E qual é o segredo do sucesso do Brasilian Wax? Sengundo Jonice, uma das J. sisters, o diferencial está não na técnica, mas na maneira como é feita a depilação. Todo o pelo da região anal é retirado, e na púbis é deixando somente um triângulo. Como certeza, muito mais higiênico do que a depilação que geralmente é feita nos salões convencionais. Que o diga a clientela hollywodiana das J. Sisters.

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