O furacão Irma causou imenso estrago ao passar pela Flórida, estado em que chegou com mais força no domingo (10). Sete milhões de residentes ficaram sem luz (33% população), houve pane generalizada no serviço telefônico, os principais aeroportos ficaram fechados, estradas ficaram interrompidas, amplas zonas marítimas alagaram, houve problemas de abastecimento de gasolina e danos de até 50 bilhões de dólares (155 bilhões de reais).

Em sua passagem pelas Ilhas Virgens, St. Martin, Barbados e Cuba, o Irma deixou mais de 40 mortos e destruiu enormes áreas litorâneas. Com a categoria 5, se mostrava como o mais violento já registrado na região. Mas em seu caminho para a Flórida perdeu fôlego e, à medida que as horas passavam, sua força se reduziu. Mas ainda assim destruiu muita coisa em seu caminho.

O número de mortes pelo Irma, anteriormente classificado como um dos furacões mais potentes já registrados no Atlântico e o segundo grande furacão a atingir o território norte-americano nessa temporada, saltou para pelo menos 81, segundo a Reuters. A Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema) dos Estados Unidos informou que o arquipélago Florida Keys, por exemplo, teve parte substancial de suas construções destruída.

Na Flórida, os danos causados pelo Irma oscilam entre 20 bilhões e 50 bilhões de dólares (62 a 156 bilhões de reais), de acordo com as avaliações da Citi e AIR Worldwide, empresas especializadas em catástrofes. São números altos, mas inferiores aos que se chegaram a aventar antes da passagem do furacão. O total falado chegou a ser de até 100 bilhões de dólares (311 bilhões de reais). Cerca de 3,1 milhões de casas e negócios, que representam perto de um terço da população do estado, ainda estavam sem eletricidade não só lá como em estados vizinhos nesta quinta-feira (14).

O Presidente Donald Trump, em passagem pelo estado, elogiou nesta quinta-feira (14) os primeiros agentes de socorro da Flórida a reagirem ao devastador furacão Irma. Autoridades do estado, como o governador Rick Scott e o senador Marco Rubio, receberam Trump e seu vice, Mike Pence, em Fort Myers.

Mais tarde o presidente, que usava um boné de beisebol com as letras USA, visitou Naples, perto de onde o Irma chegou primeiramente ao território norte-americano no domingo, e entregou sanduíches a moradores em uma estação de alimentação. Trump elogiou os socorristas e as autoridades locais pela maneira como lidaram com a tempestade.

Foi a terceira visita de Trump a uma parte do país atingida por uma tempestade nas últimas três semanas – ele esteve no Texas após as inundações recordes do furacão Harvey –, um gesto visto como uma tentativa clara de evitar as críticas que o ex-presidente republicano George W. Bush recebeu devido à reação lenta e ineficiente de seu governo ao furacão Katrina, que matou 1.800 pessoas ao redor de Nova Orleans em 2005.