O tema “imigração” tem sido uma constante nos meios de comunicação e nas redes sociais desde meses antes de Donald ter assumido a presidência dos Estados Unidos. Da mesma forma, nos últimos anos, com a popularidade de mídias sociais como Facebook e Instagram, as falsas notícias tem se multiplicado com a intenção de dar golpes ou causar pânico.

Aqui nos EUA, nos primeiros meses de 2017, por exemplo, o tema preferido das mensagens falsas tem sido confundir as diferentes comunidades de imigrantes sobre possíveis blitz e batidas do ICE, a “polícia” de imigração Na Califórnia, aonde estamos localizados, falsos alertas de batidas ou “checkpoints” por parte do Departamento de Imigração e Aduanas em cidades diversas aterrorizaram a comunidade deixando muita gente apreensiva. Vários departamentos de polícia de varias cidades dos EUA, na época, se pronunciaram em conferências de imprensa para esclarecer que seus respectivos departamentos de polícia não participam desses tipos de batidas e que não trabalham em conjunto com ICE.

Em meados de fevereiro de 2017 devido a vários desses alertas falsos de blitz, a assessora de comunicação da ICE, Virginia Kice, chegou a dizer publicamente que o departamento de Imigração e Aduanas não faz esse tipo de trabalho, e desmentiu os rumores de que a “Migra” havia implementado blitz ou batidas em múltiplos lugares na Califórnia.

O que pode ter confundido a comunidade é o fato de que a ICE fez algumas detenções em 2017, mas não se sabe ao certo a quantidade e nem em quais locais ocorreram. Porém a assessora do departamento pediu para as pessoas não darem crédito às notícias sem fundamentos que são divulgadas nas redes sociais. “Essas falsas informações sobre nosso trabalho apenas servem para induzir pessoas mal informadas a atuarem irresponsavelmente”, afirmou Virginia Kice.

Se você tem o hábito de utilizar as redes sociais muito provavelmente deve ter se visto vários desses “alertas” falsos. As diversas mídias sociais tem se tornado uma prato cheio para alardes e compartilhamento de notícias falsas em geral. Autoridades e especialistas no assunto aconselham a não dar muito crédito a tudo que vemos nas redes sociais e sempre checar e pesquisar as fontes das mensagens para conferir se há verdade ou não.

Lembre-se que qualquer um pode publicar qualquer coisa ou mesmo “editar” algo que pareça verdadeiro. É recomendado, antes de repassar noticias de WhatsApp, Facebook, etc, que se busque a veracidade dos fatos e mesmo que desminta, caso saiba que não é verdade. Melhor não repassar e sim compartilhar notícias de jornais, sites, revistas ou TV com reconhecida credibilidade

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