A justiça americana condenou, na quarta-feira (22), o ex-presidente da CBF José Maria Marin por crimes de corrupção. A sentença foi dada no mesmo tribunal em que foi condenado por crimes ligados ao futebol, em dezembro de 2017. O condenado ainda aguarda outra audiência, prevista para o dia 20 de novembro, quando vai discutir com a Justiça dos EUA o valor que terá de restituir à Fifa e à Conmebol.

A pena em sua totalidade é de quatro anos de prisão em regime fechado, mais dois anos em liberdade condicional. US$ 1,2 milhão de multa e pouco mais de US$ 3,3 milhões de confisco, para devolver o dinheiro que ganhou de forma ilícita com campeonatos de futebol.

Durante a audiência, José Maria Marin leu uma carta endereçada à juíza do caso, Pamela Chen. Disse que Cristo carregou uma cruz e que ele vem carregando duas: a dele e a da mulher, que também sofre com o processo.

Foi a primeira vez desde 2015, quando foi preso, que José Maria Marin falou no tribunal. Ele chorou e pediu leniência. Mas a juíza Chen não se comoveu com os argumentos e disse que era preciso aplicar uma punição exemplar para mandar ao mundo uma mensagem de que o crime não compensa.

Entenda o caso

Há exatamente oito meses, em dezembro de 2017, José Maria Marin foi considerado, na mesma corte, culpado de seis dos sete crimes pelos quais foi acusado pela promotoria da Justiça americana. São eles: organização criminosa (1x), fraude bancária (3x) e lavagem de dinheiro (2x). Eles estão ligados a Copa Libertadores da América, Copa do Brasil e Copa América e cometidos entre os anos 2012 e 2015, período em que Marin foi presidente da CBF. Na mesma ocasião, no fim do ano passado, o cartola foi absolvido de acusação de lavagem de dinheiro relativa à Copa do Brasil.

Marin não esteve sozinho. Nesse mesmo julgamento, o júri popular formado na corte, em Nova York, também condenou o ex-presidente da CONMEBOL e da Associação Paraguaia de Futebol Juan Angel Napout por organização criminosa e fraude bancária.

Tanto Napout quanto Marin foram, no dia 22 de dezembro de 2017, para a prisão no Brooklyn. Segundo a promotoria, Marin recebeu ao todo U$ 6,5 milhões de propina de empresas de marketing esportivo para assinar contratos de direitos comerciais de competições de futebol na América do Sul.

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