Um novo medicamento para impedir a ação do vírus HIV-1 no organismo foi aprovado nos Estados Unidos, na terça-feira (21). Trata-se de uma combinação de retrovirais já existentes no mercado, são eles: o doluteragir e a ripirina. O Juluca, como é conhecido comercialmente, é o primeiro medicamento da nova geração a combinar dois compostos.

O medicamento deve ser utilizado em pacientes com supressão do vírus ao menos por seis meses, ou seja, aqueles que estivessem usando outros tratamentos. É importante lembrar que o medicamento não deve ser administrado em indivíduos que já apresentaram resistência a alguns dos componentes da nova droga.

De acordo com o FDA, órgão norte-americano similar à Anvisa, a eficácia do Juluca foi testada em dois ensaios clínicos com 1024 participantes. Eles foram divididos aleatoriamente: parte tomou o Juluca; e a outra continuou com o tratamento prévio. Os resultados mostraram que a droga foi eficaz em manter o vírus suprimido tanto quanto a terapia de referência.

Infectologistas brasileiros comemoraram a aprovação – que aumenta a adesão ao tratamento (já que lembrar de uma só droga é mais simples). Uma outra vantagem da terapia é a diminuição de toxicidade dos medicamentos existentes. “Depois do tratamento mais eficiente de nova geração, esse é o primeiro com somente duas drogas”, diz Esper Kallás, infectologista e professor da Faculdade de Medicina da USP.

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