Por Dario Santos

De reforma em reforma os Estados Unidos vai avançando. Agora que escrevo esse artigo me recordo do “Recovery Act”, do “Health Reform”, do “Wall Street Reform”, entre outras. Quando será a vez da reforma imigratória? Na verdade, penso que os EUA não deveria se preocupar simplesmente com uma reforma imigratória única e exclusivamente visando os ilegais desse país e sim a um nível global.

Está na hora de uma nova atitude. No meu ponto de vista, uma reforma imigratória simples e nos mesmos parâmetros já tradicionais não vai “curar” nada. Vai continuar discriminando sempre os imigrantes por serem imigrantes, os de cores diferentes por serem diferentes e assim por diante. Enfim, discriminar o próximo já é se achar diferente dos demais. Consequentemente, discriminando-se a si próprio.

Os países devem criar uma nova linha de trânsito e permanência dos seus indivíduos através de um encontro a nível geral das nações. Esse tema não é só de uma nação e sim de todas. Imigrar é um fato que sempre existiu e sempre existirá. Os seres humanos têm a tendência de buscar por novos horizontes na esperança de uma melhor qualidade de vida. Às vezes para poder sobreviver, às vezes para mais rápido enriquecer. Chegar a outro país sem as documentações necessárias, sem dúvida, é um fator para desordem local, social e econômica. Todos devem estar devidamente “identificados” para contribuir e receber benefícios.

Quanto mais tempo um grupo de indivíduos estiver indevidamente documentado, mais fácil se tornará o enfraquecimento de uma respectiva sociedade por ter que oferecer sem receber. Um imigrante não apenas consome como também retira os recursos de uma região e despacha para lugares longínquos. Beneficiando uns e prejudicando outros, pela forma usada, sem controle, sem ordem.

Daí uma das razões do desequilíbrio econômico americano. Já que os imigrantes entraram, que se oficializem as responsabilidades de cada indivíduo para se poder “somar” em lugar de simplesmente deixá-los consumir. As multinacionais que vão de país em país para impor seus produtos e serviços nada mais fazem do que imigrar hábitos e costumes de um povo para outro, de forma monumental, nem sempre desejada por uma respectiva sociedade. Mas, na maioria das vezes, quem fala mais alto é o cifrão.

O Imigrante em geral nada mais é do que um individuo no mundo em busca de melhores condições de vida. Porem, é claro, que h´s também aqueles que imigram por fins diversos e estes sim são os que devem ser punidos como se estivessem em seus respectivos habitat. Uma reforma imigratória no país do Tio Sam já está mais do que na hora.

 

* Dario Santos é jornalista, vive nos EUA há mais de 30 anos, e atualmente vive em Washington D.C – dajosan_at_aol.com

 

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