A instabilidade econômica e política que afetou o Brasil após o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, teve impacto direto sobre a moeda nacional. Após um período de valorização do Real na última década, o dólar voltou a subir desde então chegando ao patamar – e por vezes ultrapassando – de R$ 4,00. Mas afinal o que é melhor para a economia do país? Dólar alto ou dólar baixo?

Durante os governos de Lula e o primeiro mandato de Dilma Rousseff, o dólar e a inflação se mantiveram sob controle, porém a partir do momento que a economia foi afetada, principalmente por fatores políticos internos, a cotação do dólar subiu mudando o cenário econômico brasileiro. Em 2015, quando o dólar passou de R$ 4, muitas pessoas achavam que isso não as afetaria, pois não tinham planos de viajar para o exterior. Mas a verdade é que a variação do dólar, seja para mais ou para menos, interfere na vida do cidadão comum.

Como a Cotação do Dólar Influencia em Nosso Dia a Dia

Depois de começar 2016 cotado acima de R$ 4, a moeda norte-americana terminou o ano valendo R$ 3,25, voltando a animar turistas que haviam desistido da viagem para o exterior. Em 2017 a moeda manteve um comportamento de estagnação na casa de R$3,10 a R$3,40. Já em 2018, ano de eleição presidencial no Brasil, o dólar voltou a subir e oscilar entre R$ 3,40 e R$ 4,00. Mas em que isso afeta o nosso cotidiano?

É importante entender que a cotação do dólar influencia em vários setores da economia: o dólar alto favorece a quem exporta e dificulta a vida de quem quer gastar no exterior. A primeira coisa que costumamos pensar é que o dólar valorizado é bom para a economia nacional, pois o aumento das exportações ajuda a equilibrar a balança comercial. Isso é verdade em relação às empresas exportadoras que, por terem custos em reais e receitas em dólar, se beneficiam com a alta da moeda norte-americana.

Com os produtos importados mais caros, itens nacionais ganham força, incentivando o mercado interno e, isso, de certa maneira é bom, pois aumenta a atividade industrial, gerando mais empregos. Mas se é bom por um lado, por outro pode causar aumento na inflação. Quando o dólar está baixo, a importação de produtos ajuda a segurar os preços, mas quando é o Real que perde força, a maior procura por produtos nacionais causa aumento de preços.

O dólar alto também influencia na bolsa de valores favorecendo investimentos externos no país. Quando os investidores estrangeiros percebem que o preço das ações de empresas brasileiras com capacidade de crescimento e valorização está barato, investem nessas empresas injetando a moeda americana no mercado. Sendo assim, a queda do real frente ao dólar transforma as ações brasileiras em um negócio melhor para os investidores, é o que explica o economista Newton Marques.

Já o dólar baixo significa estabilidade na economia, pois os favorecidos são os importadores, que compram mercadorias em dólar para revender em real, obtendo um lucro maior. Neste cenário de dólar valendo menos, a indústria local também se beneficia podendo comprar matéria prima mais em conta. Com a concorrência dos produtos importados mais baratos e matéria prima mais acessível, o preço do produto nacional cai e segura a inflação.

Para quem quer viajar para o exterior, o melhor cenário é quando a cotação do dólar está em baixa. Com um maior poder de compra da moeda brasileira no exterior, as passagens internacionais ficam mais baratas assim como hospedagens, alimentação e passeios.

Para Leonardo Abrão Filho, CEO de um famoso site de comparação de câmbio, a curto prazo alguns setores são beneficiados com a alta do dólar, mas no médio e longo prazo, todos perdem, pois isso ocorre porque a economia está enfraquecida. Por outro lado, o dólar valer muito pouco frente ao Real também é uma situação que não representa estabilidade.

“Considerando o valor médio do dólar nos últimos anos e todas consequências que a variação da moeda causa na economia e também na vida do consumidor brasileiro, a cotação da moeda americana em torno dos R$ 3,00 é positivo para a maioria dos setores”, afirmou Leonardo Abrão.

*Para ler um artigo interessante no qual mostramos que a tecnologia de ponta somada à seriedade e dedicação trouxeram bons frutos a uma empresa brasileira de remessas de dinheiro estabelecida nos Estados Unidos, clique  aqui.

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