Durante uma Conferência Mundial pela internet no dia 10 de junho, na sede do Google em São Paulo, o Papa Francisco falou com jovens estudantes do Brasil e mais oito países sobre educação, tolerância e outros temas.

Durante o encontro o Papa ouviu os representantes das comitivas de Brasil, Colômbia, Argentina, Itália, Paraguai, Haiti, México, Espanha e Emirados Árabes Unidos sobre como estão as discussões em cada país para a criação do novo modelo educativo proposto pela igreja.

O Papa falou diretamente da nova sede das “Scholas Occurrentes”, no Vaticano, um projeto criado por ele quando ainda era Arcebispo em Buenos Aires e que pretende promover uma “rede de encontros” para mudar o sistema educativo mundial e propor um novo modelo de educação que se baseie nos princípios da tolerância e da inclusão e promova o rompimento de barreiras culturais, raciais e econômicas.

A rede ‘Scholas’ alcança 190 países dos cinco continentes. O programa é voltado para jovens de 15 a 21 anos de escolas públicas e privadas e abrange a integração a partir da Arte (Schollas Artes), do Esporte (Schollas Sports) – com participação de diversos atletas de Futebol, como Pelé e Messi -, da Tecnologia (Schollas Tecnologia), das Universidades (Schollas Universidades) e da Cidadania (Schollas Cidadania).

Os jovens que representaram o Brasil participaram, em outubro do ano passado, de uma das etapas de implantação do programa: O Primeiro Encontro Cidadania, em São Paulo. O evento, que foi coordenado pelo Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK) e pela Prefeitura de São Paulo, contou com a participação de 20 escolas públicas e privadas e reuniu 300 estudantes que realizaram uma imersão durante uma semana, buscando diagnóstico e soluções para dois temas: a Reforma do Ensino e Tolerância e Diversidade.

Ao final do encontro, o Papa Francisco destacou porque é preciso que aconteça esse grande encontro de diferenças e porque é importante o papel dos jovens nesse processo de mudança sobre o conceito de educação.

No mês de julho haverá outro encontro mundial, desta vez em Jerusalém, tendo o objetivo de buscar novos processos de convivência e harmonia entre israelenses e palestinos. Serão 50 participantes, 15 israelenses, 15 palestinos e 20 de outros países.

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