No início de maio, uma descoberta no nordeste brasileiro tem atraído milhares de pessoas ao local: jazida de ametistas no alto de uma serra na cidade de Sento Sé, na Bahia. A possibilidade de livre extração atraiu cerca de sete mil pessoas ao local, mudando a rotina dos moradores de várias regiões. As pedras são comercializadas por até R$ 3 mil o quilo.

Após o acaso revelar a fortuna encravada no local, as covas, algumas já com 15 metros de profundidade, continuam a se multiplicar, assim como os milhares de garimpeiros profissionais, amadores e iniciantes atraídos pela expectativa de ganhar a vida no sertão baiano banhado pelas águas do São Francisco.

A valiosa mina fica no alto da Serra da Quixaba, a 54 km do centro de Sento Sé. A única forma de chegar lá é por uma estrada de areia, onde muitos carros e motos atolam e o percurso leva no mínimo 40 minutos para ser feito. Porém as dificuldades não têm impedido a chegada de centenas de pessoas, até mesmo a pé.

A descoberta foi feita pelo o filho do agricultor Edvaldo dos Santos. “Ninguém sabia. Nós começamos a cavar e achamos. Eu, meu filho e um colega meu”, revelou o jovem a um site de notícias da região. A agricultora Clezoneide da Mata também conseguiu encontrar pedras na região. “A gente veio se aventurar aqui. Mexendo com a mão, surgia debaixo da terra as pedras”, disse a mulher.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) diz que teve conhecimento do garimpo e enviou uma equipe ao local para averiguar e regularizar a situação. Em 2016, a comercialização da ametista movimentou mais de R$ 5 milhões no estado.

De acordo com a nota técnica emitida pelo DNPM, caberá à prefeitura de Sento Sé fiscalizar e elaborar “ações de suporte” para reduzir o impacto no meio ambiente. No entanto, lideranças que assumiram a interlocução entre os garimpeiros e  as autoridades públicas do município decidiram agir logo para evitar problemas.