Nesta terça-feira (11), o dólar terminou a cotação com leve alta, com a atuação do Banco Central no mercado de câmbio atenuando as preocupações do exterior reforçadas no período vespertino pelo Brexit e ameaças do presidente Donald Trump de paralisação do governo norte-americano.

A moeda norte-americana avançou 0,05%, a R$ 3,92 na venda, depois de bater a mínima de R$ 3,88 logo após a abertura. Na máxima, esta tarde, foi a R$ 3,9239. O dólar futuro rondava a estabilidade.

A cotação foi influencia, também, pela notícia de que parlamentares do partido da primeira-ministra britânica, Theresa May, estão confiantes de que conseguiram o número suficientes de cartas para provocar um voto de não confiança sobre a liderança da premiê.

May tem encontrado dificuldades no acordo para o Reino Unido deixar a União Europeia. Depois de ter conseguido chegar a um consenso com o bloco europeu, corria o risco de não aprovar o texto no Parlamento do país. Na véspera (10), temendo uma derrota, preferiu suspender a votação do texto que seria realizada hoje.

Mais cedo, um porta-voz de May disse que o acordo seria colocado em votação em 21 de janeiro.

A notícia sobre o voto de não-confiança acabou reacendendo a cautela nos negócios globais e fazendo o dólar subir ante as divisas emergentes, como o peso chileno, e a apagar a queda ante o real. A moeda também subia ante a cesta de moedas

O movimento ganhou reforço com ameaças de Trump de que preferia uma paralisação do governo a ficar sem recursos para construir um muro na fronteira com o México.

Mais cedo, China e EUA discutiram o roteiro para o próximo estágio de suas negociações comerciais, durante uma ligação telefônica entre o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, e o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, o que ajudou a aliviar os mercados.

No Brasil, os investidores seguiam monitorando o noticiário político local, a poucos dias de ter início o novo governo.

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