Por Lindenberg Junior

Em 2007, várias conversas entre a Embaixadora Thereza Quintella, então Cônsul-Geral do Brasil em Los Angeles, e algumas pessoas da UCLA, como o professor Randal Jonshon, trouxeram à tona uma excelente ideia: exibir um filme por mês e expor o cinema brasileiro em L.A com certa regularidade.

“Queríamos estabelecer essa regularidade e um dia específico do mês para que a comunidade fosse se acostumando com esse projeto”, nos disse o professor Randal.  O dia escolhido, então, foi a primeira quarta-feira do mês. “Começamos no ano letivo 2007-2008 exibindo dez filmes por ano (de outubro a julho), mas em 2011-2012 reduzimos o número para nove para corresponder de fato com os meses do ano letivo”, complementou o professor.

No total foram 93 filmes (até Junho, 2017), entre eles “Cidade dos Homens” (2008) de Paulo Morelli, “Se eu Fosse Você 2” (2009) de Daniel Filho,  “Domésticas” (2010) de Fernando Meirelles,  “As Melhores Coisas do Mundo”  (2011) de Laís Bodansky, “O Palhaço” de Selton Mello (2012), “O Som ao Redor” (2013) de Kleber Mendonça Filho, “Laura” (2014) de Felipe Barbosa, “O Tempo e o Vento” (2015) de Jayme Monjardim, “Branco Sai, Preto Fica” (2016) de Adilerley Queiroz, e “Axé: Canto do Povo de um Lugar” (2017) de Chico Kertesz, apenas para citar alguns.

“Pelo fato da produção de documentários no Brasil ser particularmente rica, exibimos vários documentários durante esses dez anos”, afirmou Randal Johnson. Mais recentemente, no dia 3 de maio (penúltimo filme do ano letivo 2016/2017) tivemos a presença do diretor Chico Kertesz e da cantora baiana Claudia Leitte na ocasião do documentário “Axé” mencionado acima,  que aborda a música de carnaval na Bahia, desde a formação do primeiro trio elétrico até os dias de hoje.

Quando possível o projeto “Brazilian Film Series” traz o diretor ou outra pessoa envolvida na produção para uma conversa/debate depois da exibição. Entre outros diretores e cineastas presentes citamos Selton Mello, Luiz Fernando Carvalho, Bruna Lombardi, Roberto Santucci, Murilo Salles, Eduardo Escorel, Roberto Berliner, Petra Costa e Kleber Mendonça Filho.

Claudia Leite ao lado do coreógrafo Slleyk da Bahia que vive em Los Angeles. Foto: Cláudia Passos

“O tamanho do público varia bastante, dependendo talvez do filme em si e do momento da exibição – filmes exibidos durante o período de exames finais no UCLA tendem a ter um público menor”, revelou o professor Randal.  Entre os filmes que, por um motivo ou outro, tiveram maior público foram “O Palhaço” de Selton Mello, “Tropa de elite 2” de José Padilha, “Nise – O Coração da Loucura” de Roberto Berliner, Elis de Hugo Prata, e Elena de Petra Costa.

O décimo ano do Brazilian Film Series (ano letivo de 2016-2017) foi concluído com a exibição da comédia “Minha Mãe é uma Peça 2”, de César Rodrigues, com Paulo Gustavo no papel principal, no dia 31 de maio. A série começará de novo na primeira quarta-feira de outubro dando início ao ano onze e referente ao ano letivo 2017/2018.

O BFS (Brazilian Film Series) é uma iniciativa colaborativa entre o Ministério de Relações Exteriores através do Consulado Geral do Brasil em Los Angeles, o Instituto de Estudos Latino-Americanos da UCLA (no qual o professor Randal dirigia quando se iniciou o projeto), o Centro de Estudos Brasileiros da UCLA e o Departamento de Espanhol e Português, também da UCLA. Por fim, salientamos que a colaboração ativa de várias pessoas do Consulado Geral do Brasil de Los Angeles junto com da UCLA, ajudam a garantir a organização e continuidade da série.

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