Lindenberg Junior
Fotos: UFC

Tendo sido idealizado por brasileiros como Rorion Gracie a mais de duas décadas atrás, o vale-tudo de outrora tinha poucas regras e não previa limite de tempo. O chamado hoje “Brazilian Jiu-Jitsu” tinha em seu mestre Helio Gracie a grande referencia para golpes que se consolidavam no chão e liquidava o oponente, independentemente de peso e tamanho. A efetividade do Brazilian Jiu-Jítsu começava a se consolidar mundo afora anos depois com a criação do UFC (Ultimate Fight Championship). Nas primeiras quatro edições do UFC, Royce Gracie ganhou três inclusive a primeira. A primeira edição do UFC no Brasil foi realizada em São Paulo no ano de 1998.

Mas o UFC ganhou força quando as comissões atléticas dos EUA começaram a elaborar um conjunto de regras, até que em 2005, a do estado da Califórnia sancionou oficialmente o esporte, aproveitando um trabalho desenvolvido pela de Nevada. Desde então, comissões de outros estados passaram a adotar essas normas, que vão desde a estabelecer o cumprimento e a largura da área de luta, definir o peso das luvas e também decidir os limites das ações dos lutadores durante os combates.

Desde então, o Ultimate Fighting Championship foi tomando proporções gigantescas com altos índices de audiência ao redor do mundo, e com inteligentes estratégias de marketing por parte de seu presidente Dana White e sua equipe, soube atrair a mídia internacional, parceiros e patrocinadores de alto calibre. Visando a internacionalização de sua marca, e particularmente no grande mercado brasileiro, em 2011, Dana “Money” White levou o UFC de volta ao Brasil para a luta de Anderson Silva atraindo 15 mil pessoas dezenas de celebridades nacionais a arena do HSBC no Rio.

Dentro to octógono, o Brasil sempre teve vários nomes no topo da lista e com a oportunidade de lutar por títulos, graças em parte, a qualidade de seus golpes de Brazilian Jiu-jítsu. Entre alguns desses grandes nomes destacamos Vitor Belford, Rodrigo Minotauro, Shogun Rua e Anderson Silva entre tantos outros. Nos últimos dois ou três anos tivemos uma aparição rápida de Junior Cigano conquistando o titulo dos pesados, mas que logo na revanche, apanhou feio do seu oponente mexico-americano Cain Velásquez, voltando inclusive a perder o terceiro combate.

Mais recentemente, a vitoria de Fabrício Werdum sobre o americano Travis Browne, em Abril, em Orlando na Florida, garantiu ao brasileiro a posição de desafiante ao titulo mundial dos pesos-pesados que esta na mão do carrasco de Junior Cigano, Cain Velásquez. Semanas pós sua vitoria frente a Browne por decisão unanime dos juízes em frente ao segundo maior publico na historia do Amway Center de Orlando (17.000), Werdum declarou: “Eu acho que o jogo de Cain casa comigo. Ele gosta de levar para o chão e bater. Vou treinar muito Jiu-Jítsu para fazer a luta da minha vida”. O gaucho de 36 anos passou muito tempo sem lutar, se dedicando a ensinar suas qualidades de mestre de Jiu-Jítsu e a comentar lutas para uma cadeia de televisão latina nos EUA. “Apesar de estar sem lutar a muito tempo, nunca parei de treinar desde que enfrentei a Minotauro no Brasil, porque sabia que essa seria o passaporte para um grande sonho meu”, disse Werdum.

Após varias derrotas por títulos, de brasileiros no UFC, no ultimo ano, como a recente vergonha passada por Diego Brandão em Dublin dia 19 de Julho, perdendo no primeiro round para o irlandês Mc Gregor pelo pesopena, Werdum se destaca entre uma das esperanças brasileiras para a volta por cima ainda em 2014. O único homem do mundo a finalizar o lendário Russo Fedor Emelianenko, o brasileiro enfrentará Cain Velásquez no México dia 15 de Novembro pelo UFC 180. Uma luta que promete bater recordes de audiência e dólares para Dana “Money” White. Por outro lado, o “Brazilian Jiu-Jitsu” emplacou e se consolidou como indispensável para qualquer lutador das artes marciais mistas.

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