Foto: Lucas Figueredo, MoWA Press

Foto: Lucas Figueredo, MoWA Presssou

Depois de estar presente no estádio de Chicago para assistir à semifinal da Copa América, entre Chile e Colômbia, ver a vitória do Chile por 2 x 0 e enfrentar um mau tempo com muita chuva e trovões na “Cidade dos Ventos”, o novo comandante da canarinha volta ao Brasil para continuar o seu trabalho e adotar as suas filosofias para tentar resgatar a credibilidade da seleção brasileira. Parte de sua filosofia de trabalho será acompanhar de perto as seleções adversárias do Brasil e também buscar estar próximo aos jogadores, mesmo quando estes estiverem em seus clubes.

Antes da viagem para Chicago, em uma entrevista ao canal SportTV, ele afirmou “nesse novo momento, quero me reinventar como técnico, acompanhar as seleções que vão enfrentar o Brasil. Mas principalmente buscar essa adaptação, essa proximidade, esse acompanhamento dos atletas com as grandes equipes, para que a gente possa ter o trabalho desenvolvido já nesses dois primeiros jogos. Esse é o foco do momento e mais importante”.

Tite também admitiu que ficará nervoso quando chegar a hora de sua primeira convocação. “Confesso que vou estar nervoso”, disse o técnico, à rede de TV. O novo treinador ainda afirmou que precisa se adaptar ao novo cargo, pois existem diferenças entre treinar um clube e comandar uma seleção. Tite disse que a seleção brasileira tem muito potencial para deixar o sexto lugar nas eliminatórias e entrar na zona de classificação para a Copa de 2018.

“É um momento importante, de retomada, é um momento em que eu tenho que reciclar meu trabalho para me adaptar como técnico de seleção, não de clube, e potencializar nesses dois próximos jogos. Mas também vejo que há uma qualidade de atletas emergentes crescendo com muita qualidade”, disse o novo timoneiro do escrete de ouro.

Munido de seus ideais pessoais – sobre o jogo e a vida, Tite renega a crença numa escola gaúcha de “contato físico”. De olho na Copa de 2018, ele quer resgatar a escola brasileira a partir dos “toques de bola”. Para isso, se diz fiel às lições de “Seu Telê” (Telê Santana, mineiro) e de “Seu Ênio” (Ênio Andrade, gaúcho), que primam pelas triangulações e posse de bola. Por outro lado, é impossível negar a presença do DNA gaúcho nos últimos anos, com poucas conquistas e várias frustrações – pelo menos ganhamos o Penta com Felipão em 2002. À exceção de Parreira, num hiato de quatro anos, o Brasil é comandado por um técnico do Rio Grande do Sul desde 2001, com Scolari (duas vezes), Dunga (duas vezes), Mano Menezes e, agora, Tite.

A estreia de Tite será contra o Equador, em Quito, no dia 2 de setembro e no dia 6, quando dirigirá sua segunda partida, estará justamente diante da Colômbia, dessa vem em Manaus. Sua missão será colocar o Brasil na zona de classificação já nesses dois jogos no começo de Setembro. O Brasil até agora disputou seis jogos e somou apenas nove pontos ocupando a sexta posição, um ponto abaixo do Chile que está em quarto (último na zona de classificação) e quatro abaixo do Uruguai que vai na liderança com 13 pontos.

 

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