Por Lindenberg junior

1-142h-vgdqsuytf0xql1q9aNão somente nos Estados Unidos, mas ao redor do mundo, o dia 8 de novembro de 2016 foi marcante e histórico. Os EUA em peso ficou na expectativa, principalmente entre as 4 da tarde e pouco antes da meia noite (horário do pacifico) quando já se sabia quem seria o novo presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump venceu no voto popular e no oficial, por colégio eleitoral, a democrata Hillary Clinton. Pouco antes da meia noite na costa oeste, e já madrugada do dia 9 na costa leste, ele apareceu  para reconhecer a vitória e fazer seu discurso.

Para surpresa de muitos, o republicano fez um discurso digno de um presidente, sem atacar ninguém e dizendo que seria um presidente de todos os americanos. Elogiou vários de seus companheiros de campanha  que o ajudaram a ganhar essa batalha e inclusive, o serviço secreto americano, que estava o protegendo naquela ocasião.

O novo ocupante do Salão Oval  da Casa Branca, a partir do dia 20 de Janeiro de 2017, será o tema da semana ao redor do mundo já que sua vitória tem um impacto significativo na política e economia globais. Muitas perguntas e respostas estão no ar e ele será tema de vários debates nos próximos dias.

Qual será sua política internacional? Irá acabar com o programa de saúde do Obamacare? Arrumará um jeito de deportar parte dos 11 milhões de imigrantes? Anulará os programas DACA, que beneficiam os estudantes ilegais que chegaram a uma universidade?

Os mercados internacionais vão começar a reagir a partir desta quarta-feira, dia 9 de novembro, e os próximos dias que seguem a sua vitória serão importantes. O mercado financeiro global e também no Brasil trabalhavam com a hipótese de que Hillary Clinton sairia vencedora. O resultado diferente chega como um choque e vai causar instabilidade pelos próximos meses.

No caso do Brasil, segundo especialistas em economia, uma vitória de Hillary teria sido melhor para a economia brasileira, uma vez que se evitaria um possível cenário de turbulência global que pudesse afetar o Brasil no caminho de recuperação.

Trump tem um discurso meio protecionista e contra o livre-comércio, o que é, na real, um caso atípico já que os republicanos são mais abertos ao livre-comércio do que os democratas. Anteriormente ele já havia dito que gostaria inclusive de rever o acordo de livre-comércio com o Canadá e o México, conhecido como Nafta.

Uma preocupação mais interna está relacionada à imigração ilegal e quais as iniciais medidas que vai ser adotada por Trump. Um tema bastante relevante que o distinguia de Clinton. No dia 16 de junho de 2015, ao lançar oficialmente sua campanha à presidência, Trump iniciou o que seria uma longa série de declarações polêmicas contra latinos. O temor entre os indocumentados passa a ser uma realidade e uma grande preocupação por parte de ativistas e organizações em prol dos imigrantes. Tempos de expectativas, especulações e busca de respostas.

 

Facebook Comments

Share This