Nesta sexta-feira (22), o dólar e fechou em alta de quase 3% ante o real, na maior valorização diária desde maio de 2017. É a maior valorização diária desde 18 de maio de 2017, quando a moeda disparou 8,15%, após terem sido divulgados por executivos da J&F áudios do ex-presidente Michel Temer, preso nesta semana.

Com alta de 2,69%, o dólar encerrou a cotação em R$ 3,90 e encerrou a semana com valorização acumulada de 2,14%. No Brasil, os mercados foram afetados pela percepção de piora do cenário político, após o ex-presidente Michel Temer ser preso ontem. A prisão gerou temores em relação ao andamento da reforma da Previdência porque pode desgastar a relação entre o Executivo e o Legislativo.

A tramitação da reforma já era vista com cautela desde a divulgação da proposta de reforma das regras para a aposentadoria das Forças Armadas, na quarta-feira. A proposta do governo inclui a criação de mais benefícios para os militares, fazendo com que a economia prevista fique muito abaixo da inicialmente estimada.

No exterior, o cenário também é de maior cautela depois que a divulgação de dados fracos sobre a economia da Europa alimentaram temores de uma desaceleração econômica global. A atividade industrial na zona do euro encolheu no ritmo mais rápido em quase seis anos.

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