Por Patrícia Tavares

Ouvi falar em Terapia da Polaridade duas vezes no Brasil, mas foi somente durante minha estada num “Ashram” em Nova York que veio a clara intuição que deveria me aprofundar no conhecimento desta terapia. Empacotei tudo no Brasil e vim para Los Angeles ao encontro do meu professor. Para minha surpresa, encontrei no professor um mestre e, nesta terapia, a resposta a minha busca profissional. Devo dizer que meu caminho profissional sempre acompanhou minha busca espiritual.

Me lembro que aos 16 anos li Louise Hay “You can heal your life”, um período no qual no Rio de Janeiro existia uma única livraria com temas holísticos. Aos 23, me formava em psicologia e, como psicoterapeuta, comecei a perceber que os clientes ficavam “mentais” demais, compreendendo seu processo. Mas os padrões continuavam os mesmo, e as mudanças lentas demais. Fiz então uma formação em Terapia Reichiana, onde tocava o corpo dos clientes com a intenção de “quebrar as couraças emocionais”, mas me sentia evasiva no processo dos mesmos.

Seguindo o meu caminho, obtive formação em massagem e foi neste silêncio que comecei a receber mensagens sobre meus clientes. Às vezes me vinham imagens, outras vezes uma forte sensação sobre algo que não conseguia explicar. Meu trabalho ficou sem nome. “Estaria mesmo fazendo massagem? E o que eram estas fortes sensações que por muitas vezes não compartilhava com meu cliente? De onde vinham estas informações?”

A terapia da Polaridade veio dar nome ao meu trabalho e responder as minhas perguntas. A base desta terapia está no aprendizado da linguagem das sensações, intuições, sentimentos e impressões. Ela nos aponta, em primeiro lugar, para a importância de “se estar presente” quando estiver com um cliente. E “estar presente” significa acalmar a mente de suas histórias pessoais e se abrir para escutar. Em outras palavras, não é apenas uma “escuta terapêutica”, também é uma “escuta energética”.

Quais são as informações que você tem sobre seu paciente, simplesmente escutando o seu silêncio? Este é um ótimo exercício para praticar: ficar ao lado de alguém desconhecido observando suas primeiras impressões. Como você sente que ele está? Alguma sensação sobre seu corpo? O que mais te chama atenção? Alguma intuição sobre o que pode estar se passando com esta pessoa? Tente, é uma ótima oportunidade para exercitar os princípios desta terapia.

Dizemos que terapia da polaridade é uma terapia do elemento água porque fala das emoções e dos sentimentos do feminino. É como abrir o lado esquerdo do cérebro, comunicar-se de uma maneira diferente do que estamos acostumados. Não é apenas analisar ou compreender, é se arriscar no mundo dos sentidos. Apurar sua audição, visão, toque, sensação, percepção e intuição.

Terapia da polaridade ensina a arte de receber. Estamos no mundo do “ter que fazer algo”. Quando estamos com um cliente, queremos também fazer algo, ajudar, reparar, mudar, opinar, analisar.

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