Setembro iniciou com o dólar ainda em alta e investidores continuam atentos ao cenário político e preocupados com a nova pesquisa de intenção de votos, que tem sido o fator decisivo no sobe e desce – com mais altas – da moeda.

Na primeira semana do mês, o dólar comercial chegou a bater R$ 4,16. O comportamento foi atribuído à combinação da alta generalizada da moeda americana frente às de países emergentes, reforçada por temores de novos capítulos da guerra comercial entre Estados Unidos e China e à expectativa, no Brasil, da divulgação da primeira pesquisa eleitoral do Ibope depois do início do horário de propaganda em rádio e TV.

Já na segunda semana de setembro, o dólar deu vestígios que ia cair, mas continuou a oscilar. Esse movimento permaneceu e na quinta-feira (13), voltou a subir com os investidores de olho na pesquisa de intenção de votos. A moeda comercial fechou em alta de 1,21% cotado a R$ 4,196 na venda. Com isso, o dólar atingiu um valor recorde de fechamento desde a criação do Plano Real, em 1994, batendo a máxima registrado em 21 de janeiro de 2016 quando havia terminado o dia em R$ 4,166. Neste mês até agora, o dólar já subiu 3,03% ante o real.

Fechando a semana de cotação na sexta-feira (14), após bater recorde, o dólar comercial fechou em queda de 0,69% cotado a R$ 4,16 na venda, após atingir valor recorde na véspera. Apesar do recuo, a moeda norte-americana fechou a semana com valorização de 1,52%, a segunda seguida de alta.

O cenário político, com a proximidade das eleições, continua afetando o mercado de câmbio. Nesta sexta, investidores aguardam a divulgação de uma nova pesquisa de intenção de votos para a Presidência da República, realizada pelo instituto Datafolha.  Resultados de pesquisas como essa, notícias sobre candidatos e boatos deixam o mercado financeiro agitado, favorecendo a especulação na Bolsa de Valores e no câmbio.

Fora do Brasil, no radar dos investidores, estiveram ainda os desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China, além dos discursos de dirigentes do Fed (banco central dos EUA), que pode nova sugerir trajetória para os juros no país. Uma alta nos juros americanos tende a atrair capital investido no Brasil.