Já faz pelo menos dois meses que muita gente, seja investidor ou turista, está preocupado com a disparada do dólar, tentando entender o que mudou para que a moeda norte-americana passasse a subir tão rápido e chegando à marca, por exemplo, de R$4,00 na quinta-feira (07).

Com turbulências nos mercados externos e a recente greve dos caminhoneiros agravando esse movimento, o dólar continua oscilando, entre mais altas que quedas. Apesar de iniciar a segunda-feira (11) em baixa, a moeda virou e passou a subir durante a tarde. Às 15h25 (horário de Brasília), subia 0,28%%, a R$ 3,7176 na venda. Na máxima do dia até então, chegou a R$ 3,7309 e na mínima, a R$ 3,6732.

Nesta terça-feira (12), o Banco Central precisou voltar a atuar mais forte no câmbio para segurar a moeda repetindo a oferta de 30 mil contratos de swaps realizadas mais cedo. Com isso, o dólar passou a cair forte em relação ao dia anterior chegando a R$3,67, mas não sustentou a queda e fechou a cotação em R$3,7075.

A leitura é que o BC pode estar “guardando munição” para amanhã, quando o Federal Reserve (Fed, BC americano) provavelmente subirá, de novo, a taxa de juros, com chances de traçar um quadro positivo para a economia americana – o que seria entendido como sinal de mais altas de juros nos próximos meses.

Caso faça, até sexta-feira (15), a venda de todo o volume de swaps prometido, o BC terminará o período de 24 dias úteis colocando quase US$ 39 bilhões no mercado, um recorde.

A menos de um mês das férias de julho (no Brasil), a disparada do dólar está preocupando quem tem viagem marcada para o exterior. A dica de especialistas é fazer compra parcelada para driblar o impacto da alta da moeda e diluir o efeito dos aumentos.

É necessário ainda cautela no uso do cartão de crédito no exterior, já que não se sabe ao certo qual será a cotação da moeda no fechamento da fatura. Em relação aos cartões pré-pagos, pode ser uma boa alternativa do ponto de vista de segurança, mas é necessário atenção porque o IOF, neste caso, é de 6,38%.