O governo norte-americano, por meio de sua agência de imigração e aduanas (ICE), já deteve 21 pessoas suspeitas de estarem ilegalmente trabalhando no país nesse início de ano (2018). Ao que tudo indica é uma nova “caça” aos imigrantes e esta nova operação cercou a famosa rede de franquias 7-Eleven nos seguintes estados: Califórnia, Colorado, Delaware, Flórida, Illinois, Indiana, Maryland, Michigan, Missouri, Nevada, Nova Jersey, Nueva York, Carolina do Norte, Oregon, Pensilvânia, Washington, Texas e Washington DC.

Até o dia 16 de janeiro, o relatório de notificações de auditorias do ICE havia confirmado blitz em 98 lojas do 7-Eleven no país em busca de funcionários sem documentos legais para trabalhar e os gerentes que os contrataram. 21 pessoas foram detidas e serão notificados para se apresentar nos tribunais de imigração.

Derek Benner, chefe interino de Investigações de Segurança Nacional do ICE, que supervisiona os casos contra os empregadores, disse à agência Associate Press que esta operação foi “a primeiro de muitas” e “um bom exemplo do que ainda está por vir” em uma forte mensagem para os supostos empregadores de mão de obra indocumentada. “Mais auditorias e investigações se realizarão ao longo desse ano em empresas que não seguem as leis de imigração do nosso país. A partir de então, veremos se estes casos justificam uma postura administrativa ou uma investigação criminosa” enfatizou Derek Benner.

As auditorias realizadas pelo ICE nas franquias 7-Eleven poderiam gerar processos criminais e/ou multas por suas práticas de contratação. A empresa, com mais de 8,6 mil agências nos EUA, disse através de um press-release, que estava ciente da operação e que “cumpre seriamente com as leis de imigração, embora, em princípio, a cada proprietário das franquias cabe a responsabilidade de contratar”.

Em outras palavras, a empresa 7 Eleven quis dizer que cada dono de loja é obrigado a verificar as autorizações de trabalho de seus trabalhadores, bem como cumprir as leis trabalhistas.  E que a empresa retirará as franquias daqueles que não cumprirem seus deverem como empregadores.

 Lembramos que Malik Yousaf, proprietário de várias franquias em Long Island  (NY) e Virgínia, foi condenado em meados de dezembro de 2016 a 48 meses em prisão federal por cometer fraudes eletrônicas, esconder e abrigar imigrantes sem documentos legais.

“Ele contratou dezenas de estrangeiros ilegais, concedeu-lhes mais de 20 identidades roubadas de cidadãos dos EUA, abrigou-as em residências de seus cúmplices e roubou grandes porções dos salários dos trabalhadores”, disse o ICE em um comunicado de imprensa se referindo a investigações que começaram em 2013.

O escritório corporativo do 7-Eleven possui uma folha de pagamento automatizada, que exige que os franqueados forneçam os nomes dos empregados e seus números da Segurança Social para pagar os trabalhadores através de depósito direto ou cheque.

Em Los Angeles,  mais precisamente em Koreantown, três agentes, que chegaram em três carros distintos,  fecharam uma loja do 7-Eleven por 20 minutos para explicar a auditoria ao único empregado que se encontrava por lá, e que tinha residência permanente, de acordo com a AP.  Especula-se blitz na região de Los Angeles para o restante do mês de Janeiro de 2018.

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