Por Lindenberg Junior

A rica cultura brasileira e a forma alegre e descontraída de nossa gente têm inspirado muitos artistas em todo o mundo. Para a artista plástica canadense Michelle Doyle, que tem uma de suas pinturas como ilustração de uma de nossas capas (edição número 2 de 2002), foi a capoeira que transformou sua vida. Tudo aconteceu em 1997 quando ela teve seu primeiro contato com um grupo da conhecida dança.

Michelle começou a pintar em 1980, aos 14 anos, com temas diversos, colhidos no Norte das Américas, Europa e Brasil.  A artista se apaixonou de cara pela brasileiríssima arte da capoeira e, de trabalhadora temporal que era, plantando árvores seis meses por ano por toda a British Columbia e pintora amadora, passou a se dedicar integralmente aos treinos e a pintar profissionalmente, usando a capoeira como tema de seu trabalho. Em sua cidade natal, Vancouver, a “Cigana”, como é conhecida desde seu batizado no grupo, e como também assina suas pinturas, viu a capoeira como um passo natural de sua evolução artística.

Hoje, merecidamente, o trabalho da “Cigana”, apelido muito adequado para uma mulher de cabelos castanhos, poderosa, embora  pequena no tamanho e na cintura e com especial talento para a música e artes em geral, pode ser admirado em filmes e shows de televisão como “Bones”, Snoop Dogg e o seriado de TV “Dark Angel”, em que muitos de seus murais aparecem como fundo para diversas cenas. Suas pinturas também podem ser encontradas em vários centros de capoeira nos Estados Unidos e Canadá.

Para esta mulher, que tem um berimbau tocando no peito, o sonho é simples: “Quero somente viajar, conhecer novos horizontes, jogar capoeira e mostrar minhas artes”.

*Michelle Doyle é artista plástica que vive no Canadá, tem formação em artes marciais e Qi Gong, capoeira e um interesse especial em Medicina Tradicional Chinesa no que se refere aos meridianos mio-fasciais. Estudou Qi Gong e, finalmente, práticas de autocura como Body Rolling e MELT.      

Facebook Comments

Share This